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Elmer Gruñón
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DERECHOS (IN)HUMANOS

Enviado por Elmer Gruñón el 14/06/2008 a las 01:18 PM

Recibí este e-mail hoy en la mañana y me gustaría repasarlo. Creo que no necesita de traducción.

Leelo.

Si tienes un corazón débil o duro, no veas el link al final.

Ahora si tienes un corazón que pueda compadecerse de aquellos que no tuvieron la misma suerte que tu, de nacer en la llamada civilización occidental y que por lo menos han oído hablar de Dios, te invito a que lo hagas y medites en lo que podemos hacer para minimizar el dolor de este mundo.

Si te impacta, te invito también a que lo hagas conocido a tus amigos y conocidos.

Un gra

CAMPANHA  LEI MUWAJI

 

Quando meu sobrinho de 3 anos foi enterrado vivo, eu sofri muito. Desejei morrer junto com ele. A gente sofre muito quando enterra criança.”

Makana Uru-eu-wau-wau

 

Centenas de crianças indígenas foram rejeitadas por suas comunidades e enterradas vivas no Brasil nos últimos anos. Essa é uma prática antiga, encontrada ainda em mais de 20 povos indígenas diferentes. Muitas dessas crianças são recém-nascidas. Outras são mortas aos 3, 5, e até 11 anos de idade. Centenas delas são condenadas à morte por serem portadoras de deficiências físicas ou mentais, ou por serem gêmeas, ou filhas de mãe solteira. Muitas outras são envenenadas ou abandonadas na floresta porque pessoas na comunidade acreditam que elas trazem má sorte.

 

Meu nome é Eli e eu sou um líder indígena da etnia Ticuna, do Amazonas. Como indígena, conheço muito bem a dor que essas famílias enfrentam quando são forçadas pela tradição a sacrificar suas crianças. Mas conheço também mulheres corajosas que enfrentam a tradição e literalmente desenterram crianças que estavam condenadas à morte. Essas mulheres, mesmo sem nunca terem estudado direitos humanos, sabem que o direito à vida é muito mais importante que o direito à preservação de uma tradição.

 

Por causa do sofrimento do meu povo indígena, e da coragem dos meus parentes que se opõem ao infanticídio, eu me dispus a trabalhar na elaboração de um projeto de lei. O primeiro esboço saiu da minha cabeça. Numa segunda fase, contei com o apoio de uma equipe de especialistas e de um deputado federal sensibilizado pela causa.

 

Eu como indígena e defensor dos direitos fundamentais, conclamo a sociedade brasileira, índios e não-índios, a participar da  Campanha Lei Muwaji. A primeira coisa que eu peço é que você assista o documentário HAKANI. É a história real de uma menina suruwaha que foi enterrada viva, mas foi resgatada por seu irmão de nove anos. Você vai se comover com a luta desse menino para salvar a vida de sua irmãzinha.

 

Depois de assistir ao filme, ajude-nos a pressionar o governo para que a Lei Muwaji seja votada  com urgência. Faz exatamente um ano que o projeto de lei está parado na Comissão de Direitos Humanos. Isso mostra o total desinteresse do Congresso na causa indígena. Temos menos de um mês para fazer com que a comissão vote o projeto, senão ele vai cair no esquecimento. Nós precisamos da sua ajuda. Participe da campanha e ajude-nos a superar essa prática terrível que ceifa a vida de centenas de crianças inocentes.

Eli Ticuna

 

 

“Quando eu fui enterrada, fiquei muito tempo dentro do buraco. Eu chorei muito, mas Deus me consolou e me deu uma família.”   Hakani, 12 anos

 

O que é a Lei Muwaji?

 

O PL 1057, projeto de lei apresentado pelo Deputado Henrique Afonso (PT-AM) em 2007, foi batizado de Lei Muwaji em homenagem a essa mulher indígena de coragem. Muwaji Suruwaha deveria ter sacrificado sua filha Iganani, que nasceu com paralisia cerebral. Essa era a tradição do seu povo. Mas ela se posicionou contra esse costume, enfrentou não só a sua sociedade, mas toda a burocracia da sociedade nacional, para garantir a vida e o tratamento médico de sua filha. 

 

A Lei Muwaji, se for aprovada, vai garantir que os direitos das crianças indígenas sejam protegidos com prioridade absoluta, como preconiza a Constituição Brasileira, o ECA e todos os acordos internacionais de Direitos Humanos, dos quais o Brasil é signatário. Mas o projeto tem enfrentado desinteresse e até oposição de parlamentares.

 

“Me desculpem, mas Direitos Humanos não vale para índio! Constituição não vale para índio!”

        (Deputado Francisco Praciano, em Audiência Pública sobre infanticídio na Câmara dos Deputados, em junho de 2007)

 

 

 

 

 

 

AÇÕES PROPOSTAS

 

·         Escreva uma mensagem curta exigindo que a lei seja votada nesse mês de junho pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Você pode se basear no modelo abaixo, ou elaborar sua própria carta.  Coloque na carta seu nome, sua cidade e o número de sua identidade.

Exemplo de carta para autoridades:

 

“Recentemente tomei conhecimento do problema do infanticídio nas comunidades indígenas, e da luta dos povos indígenas para vencer essa prática. Considerando que todas as crianças brasileiras devem contar com a proteção da Constituição Federal, do ECA e dos acordos internacionais de Direitos da Criança, dos quais o Brasil é signatário,  solicito ao Exmo. Sr. que implemente com urgência os passos necessários para que o PL 1057/2007, conhecido como Lei Muwaji, seja votado na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados ainda no mês de junho de 2008. Criança é criança, independente da origem étnica. Toda criança tem direito inerente à vida.”

 

Assinado: João Fulano de Tal, de Jibóia, MS

RG XXXXXXX

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Envie para:

 

Presidente da Câmara dos Deputados

ARLINDO CHINAGLIA    

dep.arlindochinaglia@camara.gov.br

 

Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados

POMPEO DE MATTOS 

dep.pompeodemattos@camara.gov.br

 

Relatora do Projeto de Lei 1057 ( dia 29 de maio fez um ano que o PL  1057 foi entregue a ela, até hoje não se pronunciou...)

JANETE ROCHA PIETÁ

dep.janeterochapieta@camara.gov.br

 

Ministro da Justiça

TARSO GENRO

gabinetemj@mj.gov.br

 

·         Envie mensagens para todos os deputados da Comissão de Direitos Humanos.  http://www2.camara.gov.br/comissoes/cdhm/membros.html

·         Envie mensagens para todos os deputados federais do seu estado.  http://www2.camara.gov.br/deputados

·         Organize uma sessão de exibição do filme Hakani, seguida de um debate. Acesse www.atini.org  para encontrar mais informações para o debate. Se você precisar de alguém para ajudar no debate, entre em contato – vozpelavida@gmail.com

·         Coloque esse assunto no seu site, no seu blog, na sua comunidade orkut.

·         Coloque o clipe do filme Hakani em seu site ou blog

·         Organize uma manifestação popular, uma passeata, uma vigília num local público, chame a mídia.

·         MULTIPLIQUE SUA VOZ - envie esse material para sua lista de amigos e contatos e multiplique essa campanha!!!!

 

Acesse os sites www.hakani.org e www.atini.org para mais informações sobre o assunto.

 

IMPORTANTE!!! POR FAVOR NÃO FAÇA NENHUMA REFERÊNCIA À SUA ORGANIZAÇÃO  OU DENOMINAÇÃO EM SUA CAMPANHA – ESSA CAUSA É MUITO MAIOR DO QUE QUALQUER INSTITUIÇÃO. MOVIMENTOS POPULARES TÊM MUITO  MAIS VITALIDADE E FORÇA. HAKANI E SEUS AMIGOS PRECISAM DA SUA AJUDA!!!!!!

 LINK:http://hakani.org/en/movie_full_en.asp

Esto pasa en pleno siglo XXI, en las fronteras de Brasil, Perú, Ecuador, Colombia, Venezuela...


infanticídio indígena

Enviado por João Lizardo Rodrigues Paixão el 05/08/2008 a las 06:49 PM

Diversas sociedades humanas, ao longo do tempo histórico, sempre praticaram algum tipo de contenção populacional. Nas sociedades indígenas, em geral, tal contenção manifesta-se na manutenção de um determinado número de membros aptos a desenvolverem as suas atividades sociais, de maneira a preservarem a manutenção física do grupo.
É incrível que determinadas pessoas, embaladas por suas convicções religiosas ocidental e cristã sintam-se tão estarrecidas com o chamado "infanticídio" praticado por algumas tribos brasileiras.
Esquecem-se, propositalmente, do infanticídio diário praticado nas grandes cidades contra contigentes enormes de crianças e adolescentes que foram simplesmente jogados nas ruas, vítimas de abusos da população e de grupos de extermínio. Contra esse tipo de infanticídio esses "nobres cristãos" não se manifestam, preferindo que o poder policial e judicial se lance contra os selvagens que há séculos tem essa prática como instrumento de manutenção do grupo social.
Do mesmo modo, esses piedosos religiosos não se manifestam indignadamente contra os crimes cometidos diariamente contra crianças e adolescentes brancas, negras, mulatas, pardas, vítimas de abusos sexuais, violência doméstica, exploração sexual e de trabalho, etc, entre outros crimes.
Hábitos culturais só podem ser modificados através de novos hábitos culturais que não podem ser simplesmente impostos, mas tem de ser inseridos com a anuência dos grupos que os praticam.
Não é através da imposição pura e simples de mecanismos coercitivos, como o desejam os "piedosos cristãos" que querem combater a prática do infanticídio entre as tribos indígenas brasileiras que tais práticas serão coibidas.

 

 


Infanticidio indigena

Enviado por el 06/08/2008 a las 09:12 AM
Elmer Gruñón

Prezado João Lizardo

Antes de sair publicada a reportagem em questão, tive a oportunidade de conhecer a uma destas indias, com uma deficiencia em suas mãos, que deveria ter sido morta ao nascer. Me impactou grandemente visto que a pesar das insuficiencias em suas mãos, ela tocava violão. Pude compara-la aos meus filhos, que sem ter deficiencias, também tocam violão. Se esa moça tivese sido morta ao nascer, nunca poderia te-la visto tocando violão. Somente quem viu ela tocando pode avaliar o impacto da vida dessa moça.

Te faço um convite para que conheças as missões transculturais brasileiras, dentro do Brasil.

Também não é verdade que tem-se esquecido das crianças brasileiras nas grandes cidades. Te convido também para que conhecas os programas missionários (alguns deles chilenos) não somente nas favelas das grandes cidades brasileiras.

Para finalizar, posso te dizer que os habitos culturais não precisam ser impostos. Comprovadamente não funcionam. Basta siplemente viver aquilo que pregamos.

Um grande abraço

Elmer

 







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